O consumo energético e nosso futuro


O Consumo e a Construção Civil

06/07/2011

Construir de maneira sustentável impõe a todos os envolvidos, do projetista ao usuário, do administrador público ao empresário, do produtor ao varejista, um forte empenho ético e um profissionalismo adequado.

• As construções geram 55% do consumo de madeira não certificada.
• As construções representam 67% da massa total de resíduos sólidos urbanos e 50% do volume total de resíduos gerados.

Conforme dados da Comunidade Européia, a enorme importância do impacto das atividades da construção civil no meio ambiente e, consequentemente, na qualidade de vida do indivíduo é claramente demonstrada:

• Numa forte periculosidade das técnicas construtivas e dos materiais utilizados há algumas décadas na construção: milhares de produtos cada vez mais sintéticos a base de substâncias petroquímicas de reconhecida toxicidade que tornam o canteiro de obras uma instalação produtiva de alto risco.
• Num consumo descontrolado de recursos não renováveis, em particular petróleo e água (cerca de 50% dos recursos extraídos da natureza são destinados à indústria da construção civil).
• Num maciço consumo de energia de origem fóssil (cerca de 45% da energia produzida na Europa é utilizada no setor construtivo).
• Na produção de poluição atmosférica crescente e responsável pelos fenômenos de poluição global como o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio (cerca de 50% da poluição atmosférica é produzida na Europa pelo setor construtivo).
• Na produção maciça de escórias e refugos (cerca de 50% dos refugos produzidos anualmente em Europa provêm do setor construtivo, na Alemanha chega a 70%).

No Brasil, estes números não são muito diferentes. A construção civil consome:

• Cerca de 40% dos recursos naturais e da energia produzida.
• Cerca de 34% do consumo de água.


Alta no consumo energético supera expansão do PIB. No Sudeste/Centro-Oeste, avanço foi de 8,9% O consumo de energia elétrica em 2010 registrou recorde histórico de crescimento. A carga de energia medida pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) no Brasil no ano passado foi 8,3% maior que a de 2009, atingindo 56.577 megawatts médios (MWm) e superando até mesmo a previsão do mercado de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) para o período, de 7,6%. De acordo com os dados divulgados pelo ONS, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que tem um peso de cerca de 60% no Sistema Interligado Nacional (SIN), foi o principal motivo da alta, tendo registrado carga de mais de 35 mil megawatts médios no ano, uma alta de 8,9% em relação ao ano anterior. Além dos efeitos da retomada da economia, o desempenho da carga de energia foi muito impactado pelas altas temperaturas, acima da média histórica, ocorridas durante os primeiros meses do ano, avaliou o ONS em nota.

Como desenvolver um projeto sustentável no setor da construção? A pergunta nos induzirá a avaliar materiais, tamanho e direção das janelas, sistemas de isolamento térmico e ventilação natural. De fato 30-50% da energia térmica usada nos processos industriais é inferior a 250°C, temperatura que pode ser facilmente fornecida por coletores solares de baixa e média temperatura. Conseqüentemente esta aplicação de energia solar tende a crescer com o constante aumento do preço dos combustíveis fósseis. Nos países industrializados, 35-40% do total de consumo primário é usado em edifícios. Entretanto, se a energia utilizada para construir materiais e infra-estrutura para atender os edifícios, for integralizada aos edificios, o consumo de energia pode chegar a 50% totais.

Na Europa 30% do consumo de energia é apenas para aquecimento de ambientes internos e água, valor este que representa 75% do consumo total de energia por edifícios. Desenhos de prédios que utilizam energia solar passiva podem reduzir o consumo convencional de energia em até 75%e a energia fotovoltaica pode fornecer o resto. Tais projetos usam conhecimentos da posição do sol permitindo que a luz solar incida sobre o edifício, aquecendo o mesmo ou então para sombrear o edifício, permitindo resfriamento, empregando assim a ventilação e o clareamento natural. Assim, há uma tendência integrando energia solar passiva juntamente com projetos fotovoltaicos para edifícios (Building Integrated Photovoltaics designs –BIPV, em inglês). Nestes projetos os painéis fotovoltaicos substituem alguns outros componentes do edifício como, por exemplo, área do telhado, painéis de parede, ou venezianas de janelas, etc. Os fabricantes de painéis fotovoltaicos estão desenvolvendo padrões muito atraentes de cores e desenhos de painéis e arquitetos estão integrando-os em edifícios, tornando a aparência ainda mais interessante.

A energia solar é muitas vezes vista como uma fonte de energia “dispersa” quando comparada com combustíveis fósseis e energia nuclear. Este argumento é equivocado, pois os sistemas de energia solar instalados nas paredes e tetos em Kiyomino são usam áreas adicionais ao utilizado para a construção dos edifícios. A extensão do uso de energia solar de um conjunto de edifícios para um cidade inteira é possível. Existem várias cidades ao redor do mundo que estão trabalhando nesse sentido, visando uma maior utilização da energia solar dentro do contexto de um plano de longo prazo para o desenvolvimento urbano sustentável. Esses projetos se concentram em cidades como sistemas completos, no qual aquecimento solar passivo e refrigeração, luz natural, placas solares fotovoltaicas, e tecnologias térmicas solares são integradas.

A isolação térmica eficaz é condição fundamental para que a economia energética possa existir. A energia solar radiada pode ser usada direta ou indiretamente, para todas as nossas necessidades diárias de energia, incluindo aquecimento, refrigeração, iluminação, energia elétrica, transporte e limpeza no mesmo ambiente. Consequentemente esta aplicação de energia solar tende a crescer com o constante aumento do preço dos combustíveis fósseis.

Novas Obrigações Legais Internacionais

06/07/2011

1. Segundo a Diretiva Européia, todos os Estados se comprometem:
2. A adotar metodologia que indique a eficiência energética dos edifícios.
3. Com a adoção de requisitos mínimos revisados cada 5 anos.
4. Edifícios novos > 1000m2:
5. Sistema de energia renovável.
6. Calefação ou refrigeração central.
7. Obrigatoriedade de apresentação de certificação energética dos edifícios para comercialização.

Em alguns paises, decretos regionais definem os parâmetros de ecoeficiência para novas obras e reformas, como:

• Máximo de consumo de água por instalação e o uso obrigatório de dispositivo economizador.
• Limitação para a perda térmica das aberturas com vidro.
• Estabelece contribuição mínima de energia solar para aquecimento de água.
• Isolamento acústico mínimo 48 dB para as paredes.
• Criação de um sistema de pontos com referencia a uso de pré-fabricados, reciclagem, reuso de água, energias renováveis, ventilação natural, sendo que todas as obras devem atingir um mínimo de pontos.

Nacionais

A Resolução nº. 307, de 05/07/2002 CONAMA tornou obrigatória em todos os municípios do País a implantação de Planos Integrados de Gerenciamento dos Resíduos da Construção Civil e determinou, também, aos geradores, adoção de medidas que minimizem a quantidade gerada, sua reutilização ou reciclagem e, quando inviável, que os resíduos sejam reservados, segregados, para posterior utilização. Em 2004, foram publicadas as Normas NBR:15112 a 15116 para regulamentação da gestão de Resíduos sólidos. No estado de São Paulo, através da Lei Estadual 12.300/2006 foi estabelecida a Política Estadual de Resíduos Sólidos que define as responsabilidades e os procedimentos para incentivar e controlar o consumo e aproveitamento de resíduos da construção de maneira a promover a redução de consumo dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente, além da geração de empregos e da promoção da consciência ambiental. Em algumas cidades brasileiras já é obrigatório a preparação para futura instalação ou mesmo o uso de energia solar para aquecimento de água e em outras esta previsto um beneficio fiscal para sua utilização.


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